desesperança

Ando agora pelas trilhas tortas da minha alvorada. Busco nas pessoas que me cruzam o caminho um pouco desta minha afonia autoindulgente. E, se encontro, não alvorece. O preço de um silêncio cúmplice é naufragar na impossibilidade do horizonte leste.

A vida é pouco além do reflexo do nascer do sol nos olhos tintos de quem me faz companhia. Um pouco além de quem me espera do outro lado desta trilha.

Conto os dias para um sorriso agreste. E perco a conta. E, se, discretamente, descrentemente, me mostrar os dentes, eu teso. Diálogo poderoso em silêncio.

E o que resta é o pouco provável.

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2 Responses to “desesperança”


  1. 1 gilberto pavoni junior janeiro 25, 2009 às 3:24 pm

    é… tenho notado tal afonia.
    Q bom ver um texto pessoal e carregado de sentimento em blogs.

  2. 2 Tatiana janeiro 26, 2009 às 11:27 am

    Opa, mais um pra acompanhar.=)
    bjs


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